© SOALHÃES os verdadeiros prazeres da aldeia

 Site pessoal de Nelson Soares

 

|

favoritos

|

homepage

património

 

Igreja Matriz:

 

Este que é um dos principais símbolos da freguesia, merece a visita de qualquer pessoa que passe por Soalhães e de todos os que sentem interesse por história.

Trata-se de um amplo templo de granito cuja frontaria, enquadrando o portal, romano-gótico, de duas arquivoltas levemente apontadas e capiteis de bom lavor, denuncia a época primitiva da construção, provavelmente do final do século XIII. Sofreu restauros no século XVIII, que desfiguraram consideravelmente o edifício, visíveis na torre medieva, quadrangular,  e no interior, coberto por um tecto de madeira de caixotões  pintados e paredes revestidas, até  meia altura, de azulejos azuis e brancos da mesma época. Na nave admiram-se uma série de baixos relevos sobre a paixão de Cristo, de madeira. Na sacristia subsiste um revestimento de azulejos azuis e brancas setecentistas.

O azul do azulejo e o dourado da talha tornam este monumento uma obra riquíssima, não pela sua grandiosidade, mas pelo cuidado dos pormenores. “O tecto da nave é todo coberto de painéis pintados separados por belas molduras de talha, o mesmo acontecendo nas paredes da mesma  quadra. Tudo o resto é azulejo azul, que contorna as molduras, as portas de todos os acidentes arquitectónicos.” (Azulejaria em Portugal no séc. XVIII).

Do lado direito de quem entra, ocupando quase totalmente a parede, emerge um painel alusivo a Moisés e à rocha da qual brotou água para matar a sede ao povo no deserto: «E o Senhor disse a Moisés: “Passa diante do povo e toma contigo alguns anciãos de Israel, e toma também em tua mão a tua vara, com que golpeaste o Nilo, e vai. Eis que eu estarei diante de ti, lá sobre a rocha de Horeb, golpearás a rocha e dela jorrará a água para que o povo beba”. E Moisés fez assim na presença dos anciãos de Israel. E pôs àquele lugar o nome de Massa e Meriba»  (Ex 17,5-7a). O painel destaca-se pela grandiosidade da sua área e pelo gosto estético das suas imagens. Apresenta 20x48 azulejos, somente interrompidos por um púlpito entalhado e por dois nichos: um com imagem representando as santas mães, outro representando NªSª do Rosário, colocadas ambas imagens em pedestais ornamentados por azulejo de figuras avulsas (restauro feito em 1992).

Do lado esquerdo, ocupando toda a parede, três painéis:

1. Moisés e a serpente de bronze no deserto: «O Senhor disse-lhe a Moisés: “Faz uma serpente de bronze e coloca-a sobre uma haste e todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado”» (Num 21,8-9).

2. Jesus e a samaritana sentados junto ao poço de Jacob: «Existia ali um poço de Jacob... Veio uma mulher samaritana, para tirar água. Diz-lhe Jesus: “Dá-me de beber”» (Jo 4,6-8).

3. Jesus fala aos discípulos.

As molduras são de cabeceiras lisas, separadas por emolduramentos de pilastras e centradas por grinaldas, seguras por medalhões. (Azulejaria em Portugal no séc. XVIII)

Ainda deste lado, um outro painel representando Melquisedec: «E Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho, pois era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou Abraão dizendo: “Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, Senhor do Céu e da terra. Bendito seja Deus Altíssimo que pôs os teus inimigos em tuas mãos”. E Abraão deu-lhe o dizimo de tudo.» (Gen 14,18-20).

Na capela lateral, denominada Capela das Almas, do lado esquerdo, com 22 azulejos de alto, representando São Miguel a salvar as almas do purgatório. A moldura apresenta pilastras e medalhões a que os anjos servem de suporte. No lado direito está representado São Miguel a lutar com o diabo, enquanto as almas sobem ao céu.

Na sacristia existe um conjunto de azulejos de figura avulsa, com cantos de estrelas e motivos diversos: barcos, flores, aves, figuras humanas... E ladeando um  pequeno retábulo de altar, encontram-se dois anjos azuis talvez provenientes de outro lado.

A partir da análise destes azulejos coloca-se a hipótese do seu autor  ser Policarpo de Oliveira Bernardes, discípulo de Francisco Ferreira de Araújo e filho de António de Oliveira Bernardes, mestres da Escola de Coimbra. A sua obra é essencialmente constituída por painéis figurativos de enquadramentos rectilíneos simples, de grande qualidade quanto à composição e configuração das suas figuras.

 

 

Penedo de Cuba:

 

O melhor torrão da enorme freguesia de Soalhães (concelho do Marco de Canavezes) fica num vale, que vem morrer em ponta aguda, na direcção do norte, contra a encosta de dois montes, um dos quais tem o estranho nome de monte Entrudo.

O monumento foi escavado no tempo de Martins Sarmento, sendo recolhidos fragmentos de ossos humanos fossilizados e alguns instrumentos de sílex. O espólio recolhido encontra-se no Museu da Sociedade Martins Sarmento. Foi doado à SMS em 1898 por Semião Ferreira de Macedo Faria Gajo.

Este penedo, em tempos sepultura, possivelmente aberta no saibro entre penedos, da qual se desconhece a estrutura interna, que forneceu um espólio constituído por cerâmica de fabrico manual sem decoração, dois machados polidos, uma goiva, duas facas de silex e pontas de seta.

A sua datação provável é o 3º milénio a.C., e é protegido pelo Estado, sendo considerado "Imóvel de interesse público", classificado por proposta do Coronel Mário Cardozo. Dec. nº 38 147, DG 4 de 5 Janeiro 1951.

Quem aprecia história deve visitar este penedo sem dúvida alguma.

 

 

Pelourinho:

 

Soalhães, em tempos concelho, tem a sua marca. O Pelourinho, único símbolo do extinto concelho, monumento nacional por decreto n.º 38147 de 05/01/1951 pelo valor histórico e artístico que ostenta, onde é igual, ou talvez mais, importante que a Igreja Matriz.

Este simbolizava a independência, a autonomia e a jurisdição do concelho perante as freguesias que se incluíam no seu concelho (Rosém, Folhada, Manhuncelos, Várzea de Ovelha, Avessadas, Tuías, Fornos, Rio de Galinhas e Freixo.

 

 

Escolha uma opção:

 

 

Retroceder

 

Topo

 

Imprimir

 

PARCEIROS E FUNCIONALIDADES

 

 

Envie as suas sugestões e ideias ao webmaster

Aqui!

  

PUBLICIDADE

 

 

 

© SOALHÃES os verdadeiros prazeres da aldeia

Optimizado para uma resolução de 1024x768 pixeis.

2001-2007, Design e produção: Nelson Soares