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Depressão

publicado em 04-08-06

 

Artigo de opinião por

Dr. Marco Pereira, Licenciado em Psicologia Clínica

 

Soalhães terra de brandos costumes, cheia de vivacidade das gentes, a vontade de viver o dia a dia e sentir o tempo nas veias. No entanto, não deixa de ter alguns problemas emocionais, particularmente da depressão, a qual preocupa milhões de pessoas. É sobe este problema o qual vou desenvolver ao longo deste pequeno texto.

Nos dias que correm todos falam em depressão, e já se sentiram deprimidos e cada vez mais com mais intensidade.

A depressão pode ser causa de uma morte na família, um romance falhado, um emprego perdido, uma doença grave ou outra crise fazem com que a maioria das pessoas se sinta triste, sozinha ou em baixo durante algum tempo.

Um período de dor ou tristeza é uma reacção normal a tais ocorrências causadoras de stress. Até é normal sentirmo-nos mal de vez em quando sem razão particular. No entanto, recuperamos após um breve período de tempo e voltamos a sentirmo-nos nós próprios.

Quando a melancolia não se vai embora, quando sentimos tristeza, solidão, irritação ou cansaço que impedem a alegria de viver, podemos estar perante uma depressão.

A depressão pode apresentar-se de uma forma tão variada como os indivíduos que dela sofrem.

A gravidade, a intensidade, as consequências variam de pessoa para pessoa. A depressão é uma doença física que provoca alterações químicas no cérebro. Estas alterações não desaparecem por si sós. A recuperação da depressão pode exigir psicoterapia, medicação ou combinação destes ou outros tratamentos. Mas existe uma série de sintomas característicos da depressão que podem agrupar-se em cinco alíneas, entre elas, sintomas anímicos, sintomas motivacionais, sintomas cognitivos, sintomas físicos e sintomas interpessoais.

Perante as pequenas depressões, a primeira coisa que devemos fazer é aceitá-la. Já sabe que é uma coisa normal e que passa em poucos dias.

Em segundo lugar, utilize-a para melhorar, descubra aquilo que precisa. Em terceiro, não se acomode, por vezes a modificação que temos de introduzir exige um pouco de esforço. Em seguida, conceda a si próprio o que merece. Não lhe dê importância, não hesite em comunicar aos outros como se sente, mas sem fazer disso uma tragédia.

Em sexto, preste atenção aos acontecimentos positivos da sua vida.

Não se auto castigue.

Organize um horário que inclua uma actividade.

Empregue alguma técnica ou comporte-se como se estivesse alegre e cheio de vida. Por ultimo, entre em contacto com a natureza.

Não obstante, se os sintomas se mantiverem, convém consultar um Psicólogo Clínico ou Psiquiatra. A solução é passar à acção depois de vencer a tristeza, ou seja, começar a recuperar a actividade e descobrir que graças ao nosso esforço podemos voltar a conseguir o que julgávamos ter perdido para sempre e controlar o que nos rodeia.

Quanto a este convite para escrever algo que preocupa tanto a humanidade, e a iniciativa por parte dos responsáveis pelo site agradeço, e dou os louvores por desenvolverem e fomentarem uma área da qual a nossa freguesia não está ainda desenvolvida, e que desta forma tenta chegar a todos os Soalhenses e a todo o mundo.

 

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