A
revista “Forbes” mais uma vez anunciou a lista dos mais
ricos do mundo, Bill Gates continua a liderar a tabela e o
Eng.º Belmiro de Azevedo continua a ser o único português a
figurar nessa lista. O homem que colocou em alvoroço o mundo
financeiro português, com o lançamento de uma OPA (Oferta
Pública de Aquisição) sobre a PT, representa um caso de
sucesso pessoal e empresarial que dignifica o Marco de
Canaveses, terra de onde é natural e que frequenta com
regularidade. Este homem que acabou de desencadear uma
operação financeira, que envolve milhares de milhões de
Euros, é o mesmo que podemos encontrar descomprometido nas
suas compras de supermercado, na superfície comercial do
grupo Sonae em Marco de Canaveses ou em, mais privadas,
lides agrícolas na quinta que possui na sua terra natal.
Esta simplicidade e maneira de encarar a vida, aliada ao seu
forte carácter e capacidade de liderança, transformaram o
Eng.º Belmiro de Azevedo num empresário de trabalho e acção,
e não num gestor/empresário de festas VIP e capas de revista
do social, ‘mimados’ pelo que sempre possuíram e pelo que
nunca tiveram de lutar.
Se OPA sobre a PT vai ser coroada de êxito, é difícil
prognosticar, estão em causa múltiplos factores como as
estratégias do Conselho de Administração da PT (que
considerou a OPA de hostil e tudo tem feito para impedir o
êxito do mesma); a mais valia que representa o preço de
compra oferecido aos accionistas da PT; a posição do Governo
(que possui uma “Golden Share”, que não é mais que a posse
de acções privilegiadas que conferem direitos especiais que
condicionam a vida da empresa); a posição da entidade
reguladora da concorrência que é factor decisivo para o
sucesso da operação, pois poderão estar em causa
concentrações de carácter monopolistas no sector das
telecomunicações móveis (de três operadores passaríamos a
dois em que o operador TMN-Optimus juntos representariam a
grande parte do sector); por fim pode aparecer o que
vulgarmente se chama de uma “Contra OPA” ou como será mais
correcto designar uma OPA concorrente, que obrigatoriamente
oferece um maior preço de compra, em relação ao já oferecido
pela Sonae, cenário que até agora não passa disso mesmo,
pois como diz o povo “eles falam, falam…”, mas a não ser o
Eng.º Belmiro de Azevedo, também como diz o povo “ainda
ninguém se chegou à frente”. Uma coisa é certa se a OPA for
concretizada a PT, dividida ou não em sectores de negócios,
fica em mãos nacionais, se existir uma OPA concorrente
baseada em empresas financeiras de capital estrangeiro,
podemos dizer adeus à posse nacional de uma das mais bem
sucedidas empresas nacionais, o que certamente não agradará
ao Governo Português e isso pode jogar a favor do Eng.º
Belmiro de Azevedo e da sua estratégia.
Ficará a PT em “mãos” nacionais? O tempo o dirá.