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som e ruído

 

Som:

 

Som é qualquer variação de pressão que o ouvido pode detectar.

Quando uma fonte sonora, como um diapasão, vibra, provoca variações de pressão no ar ambiente, que se sobrepõem à pressão do ar. Comparada com a pressão do ar (em Pascal), a variação da pressão sonora é perceptível pelo ouvido humano na gama de 20mPa a 100 Pa, para um indivíduo médio em plena posse das suas capacidades auditivas.

É usual exprimir o nível de pressão sonora em decibel, dB. O decibel é uma razão logarítmica entre a pressão sonora verificada e o valor de referência. A escala de valores de nível de pressão sonora varia entre 0 dB (limiar da audição) e 130 dB (limiar da dor).

 

 

Há uma maior sensibilidade do ouvido às frequências médias, onde se expressa a voz humana. Para reproduzir essa sensibilidade utiliza-se o decibel corrigido com um filtro de ponderação de frequências, dB (A).

A aritmética do decibel requer cautela, uma vez que não se trata de valores lineares. Uma variação de 3 dB(A), por exemplo, é facilmente identificável e corresponde à duplicação da fonte sonora; uma variação de 10 dB(A) é muito considerável: corresponde à multiplicação por 10 de uma mesma fonte sonora.

Os níveis sonoros são medidos com um sonómetro, que também calcula o nível médio para um determinado intervalo de tempo. O nível sonoro contínuo equivalente, Leq, é o indicador básico de ruído.

 

 

Ruído:

 

Ruído é... um som desagradável ou indesejável.

A percepção do ruído depende das pessoas, dos momentos e dos locais. É por isso que é difícil determinar objectivamente a incomodidade.

Para a Organização Mundial de Saúde (1993) o limiar da incomodidade para ruído continuo situa-se em cerca de 50 dB(A), Leq diurno, e poucas pessoas são realmente incomodadas para valores até 55 dB(A) - no período nocturno os níveis sonoros devem situar-se 5 a 10 dB abaixo dos valores diurnos para garantir um ambiente sonoro equilibrado.

Já para a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (1990), para Leq diurno, valores a partir de 65 dB(A) são inaceitáveis -'pontos negros' de ruído- e níveis sonoros entre 55 e 65 dB(A) não asseguram conforto acústico aos residentes -'zonas cinzentas'.

O ruído é uma das principais causas da degradação da qualidade do ambiente urbano. Os transportes são os principais responsáveis, embora o ruído de actividades industriais e comerciais possa assumir relevo em situações pontuais. De acordo com vários estudos efectuados, é reconhecido que, para um mesmo nível sonoro, a percentagem de pessoas incomodadas é mais elevada relativamente ao tráfego aéreo, seguido do rodoviário e por último o ferroviário.

 

 

É possível controlar o ruído na fonte, na transmissão e no receptor.

Os níveis sonoros relacionados com o Ruído Ambiente raramente afectam o sistema auditivo. Os efeitos mais frequentes traduzem-se em perturbações psicológicas ou fisiológicas associadas a reacções de 'stress' e cansaço. O ruído interfere com as comunicações e provoca perturbações no sono, na capacidade de concentração e hipertensão arterial.

O ruído é um problema de saúde pública. O controlo do ruído requer o empenho de todos.

 

 

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