A Energia é...
…um recurso
imprescindível para que possa existir vida no nosso planeta.
Precisamos da energia para nos movermos, para comunicarmos, para
assegurar a iluminação e o conforto térmico nas nossas casas,
etc.
Qualquer acção que
implique, por exemplo, movimento, uma variação de temperatura ou
a transmissão de ondas, pressupõe a presença da energia. Pelo
que, podemos defini-la como uma propriedade de todo o corpo ou
sistema, graças à qual, a sua situação ou estado podem ser
alterados ou, em alternativa, podem actuar sobre outros corpos
ou sistemas desencadeando nestes últimos processos de
transformação. Esta propriedade manifesta-se de modos
diferentes, ou seja, através das diferentes formas de energia
que conhecemos (ex. química, nuclear, mecânica, térmica, etc):
Energia Térmica
Quando falamos em
energia, uma das primeiras manifestações que nos ocorre é o
calor, ou seja, a energia térmica. Esta manifesta-se sempre que
existe uma diferença de temperatura entre dois corpos. Neste
caso, a energia transmite-se sempre do corpo que tiver a
temperatura mais alta para aquele ou aqueles que a têm mais
baixa (por ex. quando acendemos o esquentador para aquecer a
água do banho).
Energia Mecânica
Manifesta-se pela
transmissão de movimento a um corpo. Quando pedalamos numa
bicicleta estamos a conferir energia mecânica às rodas, fazendo
com que estas se movimentem. Outros exemplos são a energia
hídrica, proveniente da água dos rios, e a eólica, proveniente
do vento: quando a água acciona as turbinas e o vento faz girar
um aerogerador. Geralmente, são posteriormente transformadas em
energia eléctrica.
Energia Eléctrica
A matéria que
constitui os corpos é constituída por partículas, denominadas
átomos. Estes, por sua vez, são compostos por partículas ainda
mais pequenas, os protões e os neutrões, que formam o núcleo e
ainda os electrões, que circulam à volta daquele. Consoante a
sua natureza, um átomo pode ganhar ou perder electrões para
outros átomos. Este movimento implica a transferência de uma
determinada quantidade de energia, a qual se designa por energia
eléctrica. O fluxo de electrões propriamente dito é a corrente
eléctrica. Quanto mais electrões se movimentarem no mesmo
espaço, maior a intensidade da corrente. Alguns materiais
transferem os electrões com maior facilidade do que outros (isto
é, materiais condutores e não – condutores).
Energia Radiante
Nem sempre
reconhecida como uma forma de energia, manifesta-se sob a forma
de luz, ou melhor, de radiação, e transmite-se através de ondas
electromagnéticas (por ex. a energia proveniente do sol). O
calor proveniente de uma lareira, muitas vezes associado apenas
à energia térmica, também é um bom exemplo já que as chamas da
lareira transmitem radiação, que origina o calor que sentimos.
Podemos também encontrar energia radiante nos objectos que
usamos no nosso dia-a-dia (por ex. as microondas, as ondas de
televisão, de rádio, etc.). A principal diferença, relativamente
à energia térmica, mecânica e eléctrica, é que não é necessário
um meio para concretizar a sua transferência, uma vez que a
energia radiante se propaga no vazio.
Energia Química
As ligações
moleculares comportam uma determinada quantidade de energia,
variável com a natureza dos átomos envolvidos, a que se dá o
nome de energia química. Os exemplos mais correntes da
exploração deste tipo de energia são as pilhas e as baterias. No
entanto, importa salientar que a energia química dá origem à
vida e permite o desenvolvimento dos seres vivos. De facto, a
contribuição dos alimentos que ingerimos para o crescimento das
células e para os movimentos que fazemos passa por reacções
químicas que libertam energia. A fotossíntese é outro exemplo,
já que permite às plantas armazenar a energia absorvida da
radiação solar em moléculas, como a glucose, que serão
posteriormente utilizadas nos processos de respiração e
crescimento.
Energia Nuclear
É a energia
libertada durante a fusão ou fissão do núcleo atómico. A
quantidade de energia que pode ser obtida através destes
processos excede largamente aquela que pode ser obtida através
de processos químicos que envolvem apenas as regiões externas
dos núcleos, ou seja, envolvem apenas as ligações
intermoleculares e não as intramoleculares.
Na fissão, um
átomo de um elemento é dividido, produzindo dois átomos de
menores dimensões de elementos diferentes. Enquanto que na
fusão, dois átomos de pequenas dimensões combinam-se originando
um átomo de maiores dimensões, constituindo um elemento
diferente.
Em ambos os
processos, a massa dos produtos (elementos finais) é inferior à
massa dos elementos iniciais, sendo a diferença convertida em
energia.
A fissão de 1 kg
de urânio 235 liberta uma média de 2,5 neutrões por cada núcleo
dividido. Por sua vez, estes neutrões vão rapidamente causar a
fissão de mais átomos, que irão libertar mais neutrões e assim
sucessivamente, iniciando uma auto-sustentada série de fissões
nucleares, que se dá o nome de reacção em cadeia, que resulta na
libertação contínua de energia.
O potencial, quer
da fissão, quer da fusão, é tão grande que da reacção espontânea
deste mesmo 1 kg de material, resulta a devastadora explosão de
energia de uma bomba atómica.
O ritmo de
desintegração é mais rápido quando há uma grande quantidade de
material presente, e o tempo que metade do material leva a
desintegrar-se radioactivamente é conhecido por “meia-vida”.
Metade do restante material desintegrar-se-á durante outra “meia-vida”,
50% do restante noutra “meia-vida” e assim sucessivamente.
Os materiais
intensamente radioactivos tendem a ter “meias-vidas” curtas,
enquanto que os menos radioactivos podem ter “meias-vidas” de
milhares de anos.
Nos reactores
nucleares e durante ensaios com armas nucleares são produzidos
materiais de “meia-vida” curta, ou seja, fortemente
radioactivos.
A radioactividade
é medida pela frequência à qual as desintegrações radioactivas
têm lugar na substância. As unidades que a expressam são Curie
(c), rad, Gray (Gy), Sievert (Sv) e Becquerel (Bq).